Entende-se por bebida alcoólica aquela que contém álcool etílico,
também conhecido por etanol. Os relatos do consumo de álcool datam a 4000 a.C.
no Egito e na Babilónia, atual Iraque. Foram os árabes que incluíram a
destilação, aumentando assim a eficácia das bebidas, na Idade Média. Os
antigos romanos também consumiam álcool, havendo somente uma proibição para as
mulheres e menores de 30 anos.
O consumo destas bebidas atingiu os nossos dias, nalguns casos em
proporções muito acima do recomendado. Segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS) o consumo prejudicial do álcool resulta em 2,5
milhões de mortes a cada ano. Cerca de 320
mil jovens, com idade entre os 15 e 29 anos, morrem
por causas relacionadas com o álcool, resultando em 9% das
mortes nessa faixa etária.
Existem vários estudos que referem os efeitos benéficos do uso moderado de álcool. Essa explicação vem do facto de o álcool aumentar a produção de HDL (lipoproteína de alta densidade), também conhecida como o “colesterol bom” que tem como função remover a LDL (proteína de baixa densidade), comumente conhecida como o “mau colesterol”. Parece também reduzir a coagulação dos glóbulos vermelhos nas artérias, diminuindo o risco de trombose. Além disso, o álcool tem efeito anti-inflamatório, retardando o aparecimento de arteriosclerose (estreitamento e obstrução dos vasos sanguíneos). O aumento dos níveis de HDL também pode ser conseguido através do exercício físico.
No entanto, a ingestão abusiva produz malefícios de diferentes naturezas, como o aumento dos riscos de cirrose hepática, de neoplasias em diversos locais, de doenças cardíacas, de acidente vascular cerebral (AVC) e de transtornos mentais. Também é considerada um fator de risco para comportamentos suicidas. É responsável por grande parte dos acidentes de trânsito, alguns acidentes de trabalho e episódios de violência, além estar associado à criminalidade.
Mesmo o consumo moderado de álcool está associado a um maior risco de doença de Alzheimer, angina de peito, fraturas e osteoporose, diabetes mellitus, úlcera duodenal, cálculo biliar, hepatite A, linfomas, cálculos renais, síndrome metabólica, neoplasia maligna do pâncreas, doença de Parkinson, artrite reumatoide e gastrite. (link)
Para mulheres grávidas, ou que estejam a
pensar engravidar, é recomendado não beber álcool. O álcool é considerado uma
substância teratogénica que, estando presente durante a vida embrionária
ou fetal, produz alteração na estrutura ou função da descendência. (link) Mulheres que estejam a
amamentar e jovens devem também abster-se totalmente do consumo de bebidas
alcoólicas.
Se quer perder peso evite ingerir estas bebidas pois por 1g de álcool está
a consumir 7 kcal de "calorias vazias", ou seja, não trazem qualquer
beneficio ao organismo ao serem consumidas.
Stick with us and take another bite

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